Um encontro com um amigo


Encontrei-me com um antigo colega de liceu há umas semanas atrás, por acaso, e acabamos por tomar café e conversar um pouco.


Contou-me que acabou por ter entrado para o seminário, depois de ter sido curado de um temor maligno. Foram dias bastante maus para ele e que disse ter encontrado forças na fé para lutar contra a doença.


Todos os anos faz a peregrinação de Fátima a pé.


Fiquei feliz por ele se ter curado. Conte-lhe como tenho estado a trabalhar e deste meu pequeno hobby sobre o blogue dedicado ao paranormal, onde escrevo sobre histórias de pessoas que passam por experiências sobrenaturais e extraterrestres.


A conversa acabou por me colocar a pergunta chave que todos me fazem: “Tu acreditas em Extraterrestres?”. Respondi-lhe que tenho mais motivos para acreditar do que para não acreditar.


Começou a rir naquele tom que todos sabem quando se está a gozar com alguém. Disse-me que estava a ser ingénuo em acreditar que pessoas que acham que há extraterrestres, ou que foram raptadas por extraterrestres.


Olhe para ele com aquele ar de não acreditar que ele me estava a dizer aquilo.


Ele continuou que se Deus tivesse criado tais seres, eles viriam descritos na Bíblia. A argumentação dele foi mais longa, mas, não me vou perder em detalhes aqui.


Não queria muito entrar numa discussão teológica com ele, pois é um assunto que não domino e não queria atacar a sua crença depois de ter passado pela experiência que passou.


Até que chegou a um pouco em que tive de fazer uma pequena intervenção que não fosse desmoralizante e nem o ofendesse. Tinha de pensar no que lhe ia dizer.


Confesso que não foi a resposta mais brilhante, mas, foi a que me saiu naquele momento.


Perguntei-lhe se deveríamos apagar mais de metade da História da Civilização por não haver relatos bíblicos. Algo que ele disse que não, porque, a Bíblia era um livro espiritual, com o intuito de ligar o Humano a Deus. O que me permitiu que lhe questionasse se era um livro espiritual, porque razão deveria se levado em conta sobre o que é histórico, ou do plano existencial, afinal, mais de metade dos seres vivos não foram referenciados e existem.


Para terminar, disse-lhe que achava que a minha crença era tão válida com quem ia para Fátima a pé. É algo pessoal, que é partilhado, da mesma forma que os cristãos anunciam o evangelho. Acredita, quem quer.


No fundo é o problema da sociedade em relação a qualquer crença. Não há respeito pela individualidade e nem é respeitado o direito a ter a sua crença. O mesmo se aplica a quem partilha essa mesma crença, que por vezes procura impô-la como verdade, colocando a outra pessoa como se fosse inferior a nível de conhecimento.


A argumentação dele em relação à sua posição teria sido bem-vinda, se não fosse a sua imposição de superioridade. Se tivesse debatido a questão falando de um ponto de vista, talvez até tivesse sido proveitoso para ambos e ter aprendido algumas coisas.


Eu não posso fazer ninguém acreditar no que quer que seja, mas, posso partilhar a minha visão em momento oportuno para o efeito estar a impor o que quer que seja.


Todos tem o direito em acreditar no que quiserem, só não têm o direito de fazer desacreditar ninguém.

Comentários

  1. A crença é acreditar em algo sem sequer questionar, é acreditar fervorosamente!
    E cada um tem as suas crenças que nasceram da educação, experiências de vida, socialização, vivências, etc.
    E cada um é livre de ter as suas crenças, sejam elas quais forem, devemos respeitar sempre as crenças do outro!!!
    Gostei muito do texto!
    Feliz Sábado!

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  2. Obrigado, Luísa, pelas suas palavras.
    Feliz fim-de-semana.

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