E se todas as religiões tivessem bons olhos?

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Hoje, quer mudar um pouco o assunto com que tenho escrito este blogue. Vamos sair um pouco do tema dos extraterrestres e olhar para as religiões que predominam no mundo.

É verdade que existem muitas religiões no mundo e que cada vez existem mais para baralhar as contas às pessoas. Muitas das vezes paramos e pensamos em qual devemos de acreditar. No que toca a isso, a minha intuição limita-se a responder para não acreditar em nenhuma, mas, a encontrar a minha própria fé com base na minha crença e experiências.

Não é pelo motivo da fé que eu quero escrever, mas, pelo motivo com que olhamos para as religiões no mundo.

Quantos de nós ainda conseguem olhar para as religiões com bons olhos? Provavelmente, são muito poucos aqueles que ainda conseguem olhar para as religiões com o olhar inocente de uma criança. Mesmo aqueles mais devotos e fervorosos, tende a ter alguma dúvida em relação à sua religião. Não que a passem a condenar, mas, porque, o seu conhecimento de bem e de mal é completamente diferente do que era quando iniciaram a sua fé.

É um pouco alegórico esse processo, pois, a crença inicial é como se fosse uma criança que faz tudo sem maldade e sem perceber o que é mau. À medida que desenvolve essa crença, o conhecimento que obtém trás maturidade e, consequentemente, um discernimento entre o que é certo e errado.

Conservar a pureza do que é considerado o primeiro amor, é uma missão quase impossível. Recordo-me de ler no livro bíblico do Apocalipse, do anjo que transmitia a mensagem a João, pedir para ele escrever a uma das sete igrejas: “Lembra-te de onde caíste e volta à pratica do primeiro amor”.

Como se costuma dizer, não há amor como o primeiro. Porque, é amor que ainda não conheceu a deceção e que habitou um coração que nunca foi magoado. Quando se passa por experiencias menos positivas, é normal que haja uma nova série de informações que vão condicionar as nossas experiências.

Imaginemos que lemos o Corão pela primeira vez, sem saber nada sobre a história do Islamismo e da sociedade atual. Tenho a certeza que muitas pessoas iriam adorar a leitura. Se apresentássemos o cenário histórico e o panorama atual, com certeza não iriam mais apreciar a leitura. O mesmo aconteceria com a Bíblia e outros textos religiosos.

A experiência e a informação condicionam a nossa perceção sobre a nossa crença. O que era puro, passa a ser duvidoso e, ou, errado.

Isso acontece, nomeu entender, porque, não se conseguiu diferenciar o que o ensinamento puro de uma crença, daquilo que é consequência da interpretação humano. É como se estivéssemos a observar um quadro em existe uma mensagem do seu autor, mas, que é entendida pelo observador de maneira diferente e interpretada pelo seu conhecimento. Isto quer dizer que quem lê um texto, pode interpretar de forma diferente a mensagem original e deturpar a informação transmitida.

No caso da Bíblia, há alguns versículos que incentivam os leitores a indagar, questionar e analisar o que é transmitido. Porque, quem escreveu (ou quem transmitiu a mensagem) sabia de antemão que haveria erradas perceções que seriam resultado da falta de conhecimento e de resultados de traduções linguísticas.

Podemos concluir, nesse sentido, que é a pureza do nosso conhecimento que determina a forma como nós olhamos para as religiões. Se temos um olhar puro, então temos uma visão pura das religiões.

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