Livro do Apocalipse - Sobre o livro

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Este livro foram revelações dadas ao Apóstolo João na ilha de Patmos, onde era prisioneiro durante o império de Domiciano, entre 94 e 95 d.C. 


Era uma época em que a perseguição aos cristãos era muito perseguidos e condenados pela sua crença e considerados uma ameaça ao Império.


Desta forma, as revelações que João recebia eram uma esperança a todos os cristãos que estavam a sofrer naquele tempo. Esperança essa que ainda abraça muitos cristãos nos dias de hoje, tornando-o um livro que não tem como finalidade fazer qualquer tipo de revelação do futuro, mas, que tem a finalidade de motivar e fazer a permanência na Fé Cristã.



É neste contexto que muitos historiadores levantam questões sobre a legitimidade das previsões realizadas ao seu contexto de futurologia. Ou seja, muitos académicos acham que o que estava a ser revelado, era para aquele determinado tempo, usando como prova, algumas cifras encontradas no livro e a comparação de simbologia.


Para muitos a autenticidade das profecias é um ponto de debate intenso, pois, podem ser observadas do ponto de vista simbólico, que do ponto de vista da inspiração Divina.


A meu ver, o livros tem uma escrita muito própria que consegue adaptar a qualquer contexto histórico, o que lhe permite ser usado quer seja hoje, amanhã ou daqui a 1000 anos.


Para os cristãos, trás esperança, como já referi. Significa a vitória de Cristo e o estabelecimento do seu Reino no mundo. Ou seja, o livro do Apocalipse não fala do fim do planeta, senão, o Reino de Deus não seria estabelecido aqui.


Penso que o fato de o livro ser usado como motivador à esperança cristã, deve-se à difícil interpretação de alguns relatos de João. O que não é de estranhar, porque, não seria fácil descrever uma máquina moderna nos tempos antigos.


Como se trata de um livro que tem uma ampla interpretação, abre espaço para várias teorias, como a dos Antigos Astronautas, ou Antigos Alienígenas. E aqui, coloca-se a hipótese de que João recebia mensagens de seres do espaço e não de uma entidade divina.


Não posso comprovar nenhuma. Mas, posso dar a minha visão sobre o que foi escrito e o que me parece fazer sentido. Não tem que obrigatoriamente ser a opinião do leitor, o que abre a possibilidade ao debate do conteúdo.


Para além da visão escatológica que o livro tem, há outras visões que, umas mais que outras, fazem sentido ser consideradas para o entendimento.


Antes de qualquer mal entendido, a interpretação deste livro não faz de mim um profeta, como muitos que interpretam se auto-proclamam, mas, apenas mais um estudioso do mesmo. O que levanta aqui o falhanço redondo de muitos em querer apontar uma data para o retorno de Cristo, o arrebatamento dos crentes e estabelecer outras datas e identificar as personagens intervenientes no espaço tempo.


Dessa forma, voltamos a tocar num ponto essencial: o propósito do livro não é conhecer datas e acontecimentos, mas, antes, uma preparação psicológica e espiritual para todos os cristãos.


Do pouco tempo empreendido no estudo, posso verificar que é necessário completar a sua interpretação com outras passagens bíblicas. E porquê? Porque, apesar do livro do Apocalipse ser aquele que mais destaque obteve, existem outros autores que fazem menções às mesmas profecias aqui reveladas. Não seria sensato da minha parte colocar de lado as profecias mais antigas, pois, correria o risco de uma má interpretação.


Segundo alguns analistas bíblicos, muitas destas profecias já foram cumpridas, como o estabelecimento do Estado de Israel, após estes serem exilados das suas terras e perderem a sua soberania. Mas, não podemos considera que muitas dessas profecias possam ter sido cumpridas, pois, muitas delas, têm vários acontecimentos históricos que encaixam perfeitamente nelas.


Numa coisa concordo absolutamente, em que haverá o dia em que a escravatura intelectual, económica e espiritual que se tem imposto sobre a Humanidade será derrubada e o Ser Humano verdadeiramente será livre.


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